Jó 13
28 versículos
Jó - Capítulo 13
Áudio Bíblico
0:00
0:00
1
´Eis que os meus olhos viram tudo isso, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2
O que vocês sabem eu também sei; em nada sou inferior a vocês.
3
Mas falarei ao Todo-Poderoso e quero defender-me diante de Deus.
4
Vocês, porém, cobrem a verdade com mentiras; todos vocês são médicos que não valem nada.
5
Quem dera vocês ficassem completamente calados! Vocês poderiam passar por sábios!`
6
´Ouçam agora a minha defesa e prestem atenção aos argumentos dos meus lábios.
7
Será que vão dizer perversidades em favor de Deus? Vão dizer mentiras a favor dele?
8
Serão parciais por ele? Argumentarão a favor de Deus?
9
Por acaso, seria bom se ele os examinasse? Ou vocês zombariam dele, como zombam das pessoas?
10
Ele certamente os repreenderá, se em oculto forem parciais.
11
A grandeza dele não os amedrontaria? E o terror dele não cairia sobre vocês?
12
As máximas de vocês são provérbios de cinza; as defesas de vocês são muralhas de barro.`
13
´Calem-se diante de mim, e eu falarei; que venha sobre mim o que vier.
14
Tomarei a minha carne nos meus dentes e porei a minha vida nas minhas mãos.
15
Eis que ele me matará, já não tenho esperança; mesmo assim defenderei a minha conduta diante dele.
16
Também isto será a minha salvação: o fato de um ímpio não comparecer diante dele.
17
Ouçam com atenção as minhas palavras e escutem a minha exposição.
18
Tenho já bem-encaminhada minha causa e estou certo de que serei justificado.`
19
´Quem há que possa entrar em litígio comigo? Se houver, eu fico calado e morro.
20
Concede-me somente duas coisas, ó Deus, e assim não me esconderei de ti:
21
tira a tua mão de cima de mim, e não me amedronte o teu terror.`
22
´Interpela-me, e eu responderei; ou deixa-me falar, e tu responderás.
23
Quantas culpas e pecados tenho eu? Mostra-me a minha transgressão e o meu pecado.`
24
´Por que escondes o teu rosto e me consideras teu inimigo?
25
Queres aterrorizar uma folha levada pelo vento? E perseguirás a palha seca?`
26
´Pois decretas contra mim coisas amargas e me atribuis as culpas da minha mocidade.
27
Também prendes os meus pés com correntes, observas todos os meus caminhos e traças limites à planta dos meus pés,
28
apesar de eu ser como uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida pela traça.`